quinta-feira, abril 06, 2006

Casshern

Japão, 2004, 141Min.

Página Oficial - Trailer - Fotos

Sinopse: No final do século XXI, após 50 anos de uma desgastante guerra mundial que devasta o planeta inteiro, trazendo poluição e doenças devido ao uso de armas químicas e biológicas, uma esperança surge através do Dr. Azuma, um médico capaz de através da manipulação genética, recuperar ou restituir órgãos sem riscos de rejeição, com o objetivo de curar sua esposa. Contudo, algo de misterioso acontece ao invento de Dr. Azuma, o que poderá trazer consequeências nefastas para a humanidade…

Crítica: É esta a premissa de Casshern, o filme do cineasta japonês Kazuaki Kiriya, baseado no famoso anime de 1973. Antes de mais, merece destaque a beleza visual, através do uso de uma fabulosa fotografia. Casshern foi rodado em “blue screen”, tal como “Sky Captain and the world of tomorrow”, por exemplo, onde actores interagem com um cenário virtual. Cenário esse, cuidadosamente e brilhantemente criado. São cores que explodem na tela, parecendo saídas de uma obra de arte. Interessante verficar que cada local tem uma personalidade cromática distinta, sendo o laranja predominante nos centros urbanos, cinza no Sector 7 e assim por diante.

Mas o que faz “Casshern” ser tão apaixonante é o facto de abranger temas como amizade, família, ética, filosofia, política, religião e ainda ser um filme de ação-ficção-científica. Uma laço familiar foi quebrado pelo conflito de interesses entre pai e filho (pela morte e pela guerra), a busca desesperada de um marido pela cura da esposa, o extermínio de um grupo de pessoas, de uma raça por ser diferente das demais, a fé de que algo pode ser feito para mudar o futuro, além de ter uma mensagem antibélica muito forte, como se fosse um filme panfletário contra a guerra.
Como se o que foi dito não bastasse, também as seqüências de acção são espectaculares, embora figurando sempre em segundo plano, pois, em última análise é um filme que deixa o espectador a reflectir, frustrando aqueles mais preguiçosos, que aceitam histórias directas, em detrimento das que necessitam um pouco mais de compreensão. Só a título de exemplo, o estranho raio que dá vida aos “neo-sapiens”, lembra o monólito negro de “2001: Uma odisseia no espaço”…

“Casshern” é emocionante, sério e político. Confesso que não contive as lágrimas, fiquei paralisado até o final dos créditos. Passa uma mensagem belíssima, é visualmente deslumbrante e ainda consegue ser um estrondoso entretenimento. Mais uma prova do crescimento do cinema oriental e das novas tecnologias cinematográficas. Ainda bem que existem filmes como esse.

Classificação: 8/10

Marcus Vinicius

7 Comments:

Anonymous Daniel said...

De fato, uma obra forte, envolvente e bem desenvolvida. Confesso que em determinado momento também me emocionei. Grande filme!
Belo blog Marcus e equipe!
Grande abraço.

11:26 da tarde  
Blogger Sofia Miranda said...

Confesso que não tinha conhecimento deste filme... mas gosto sempre de cá vir espreitar porque acabo por confiar nas vossas sugestões ;)...
Cumprimentos Cinéfilos

Sofia Miranda
www.matine.blogspot.com

4:33 da manhã  
Blogger not_alone said...

Ando há algum tempo para ver este filme e depois de ler o que escreveste ainda me aguçaste mais a vontade. Sabes se há edição em dvd por cá?

3:04 da tarde  
Blogger cine-asia said...

Não faço a mínima se há o dvd em PT, mas procura na Fnac.

1 abraço.

Sérgio Lopes

12:09 da manhã  
Anonymous T3tsuo said...

Este filme já existe na FNAC há bastante tempo :)

10:39 da manhã  
Blogger Atomo! said...

confesso que não gostei nada dste filme. para além da fotografia (espectacular), o filme é desestructurado, cheio de clichés e más interpretações (algo que me surpreendeu pela negativa, já que tem um cast bastante bom), demasiado preso ao 'blue screen'. Para um filme anti-guerra esperava algo mais forte e com uma story-line que não caisse no previsível... mas gostos são gostos, quem sou eu para contestar que este é um ds filmes de culto mais importantes dos últimos anos.

10:38 da manhã  
Anonymous Diego said...

Considero um dos melhores filmes asáticos (pelo menos dos q eu vi).
Tanto pela estética, quanto pela mensagem que passa... Pra quem a compreendeu é sim emocionante.

3:24 da manhã  

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