quarta-feira, julho 12, 2006

A Chinese Ghost Story (Sinnui yauwan)

Hong-Kong, 1987, 95Min.

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Sinopse: Ning Tsai-Shen, um humilde cobrador de impostos chega a uma pequena vila para desempenhar a sua função. No entanto, ninguém está disposto a indicar-lhe um local para passar a noite. Só lhe resta dormir no templo amaldiçoado Lan Ro. Lá encontra um espadachim Taoista e a bela, Nieh Hsiao-Tsing, um fantasma amaldiçoado para toda a eternidade, pela qual Ning Tsai-Shen se apaixona…

Crítica: A Chinese Ghost Story trata-se de o clássico maior do cinema Swordplay, abrindo caminho para esse género, tão bem sucedido num passado recente com títulos como por exemplo “Crouching Tiger Hidden Dragon” (O Tigre e o Dragão) ou “Hero” (Herói), entre muitos outros. Mas A Chinese Ghost Story, deve o seu sucesso a um conjunto de factores e uma mescla de géneros para além do swordplay, que eleva o filme ao estatuto de culto.

Realizado por Siu-Tung Ching (conhecido por ser o coreógrafo de serviço dos filmes de John Woo, por exemplo) e sob a produção do lendário Tsui Hark (seven swords), “A Chinese Ghost Story” mistura comédia, acção e aventura, e fantasmas, na dose certa, criando uma película que é um verdadeiro festim para os sentidos. A narrativa a alta velocidade, mas sempre equilibrada por uma montagem segura e eficaz, prende a atenção do espectador do primeiro ao último minuto da película.

Há que recordar que estamos em 1987, a quase vinte anos de distância, em Hong_Kong, onde nada assim havia sido experimentado até à data. No entanto, nada falha em “A Chinese Ghost Story”, quer por um lado os efeitos especiais (inovadores para um filme asiático na época), quer a caracterização e fotografia, original e belíssima. Outra das grandes razões para o sucesso do filme está no elenco escolhido. Leslie Cheung é simplesmente inesquecível como o inocente cobrador de impostos, secundado pela bela Joey Wang. A química existente entre o par romântico e a sua inocência é um dos factores de sucesso do filme.

Uma palavra também para a banda sonora escolhida que vai desde o score inicial pujante até aos sons mais modernos e com guitarras nas cenas de acção, ou o uso de instrumentos mais clássicos (flautas, cordas, etc) e coros vocais femininos nas cenas mais românticas. A música, na película acompanha quase sempre os personagens e neste caso concreto tem um papel muito importante no acompanhamento narrativo.

A Chinese Ghost Story foi alvo de duas continuações (parte 2 e parte 3), sem o mesmo sucesso. Seria difícil suplantar ou mesmo igualar um filme que foi marco histórico no cinema de Hong-kong influenciando inúmeros outros realizadores. A primeira metade do filme é uma mistura de romance, aventura, belíssima música e fotografia, todo na dose certa, enquanto que a segunda metade é mais preenchida com cenas de luta, bem coreografadas e efeitos especiais inovadores. No final, o resultado é um dos melhores filmes asiáticos de todos os tempos e um clássico imperdível.

Sérgio Lopes

3 Comments:

Anonymous tf10 said...

A historia de amor como base, o mix de generos, o tom ´fantástico´ e sobrenatural do filme e os grandes momentos de acção, são os ingredientes para o sucesso.
Um filme que me dá uma enorme nostalgia....

ja agora e citando "o resultado é um dos melhores filmes asiáticos de todos os tempos e um clássico imperdível" e 7/10 nao combinam mt bem
:)

8:03 da tarde  
Blogger cine-asia said...

Já sabes que me guio por um régua de classificações muito própria e que 7/10 significa que o filme não é perfeito. è muito bom, pois é um marco na história do cinema asiático mas não deixa de ter alguns pontos menos conseguidos...

10:03 da tarde  
Blogger Pamela said...

Olá, gostaria de saber onde eu consigo esse filme na net, para baixar... aqui no Brasil nao tem, e eu assiti no Japão e gostei muito!
Se alguem puder me informar eu agradeceria!

2:02 da tarde  

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