quarta-feira, janeiro 17, 2007

Invisible Waves


Tailândia/Holanda/Coreia do Sul/Hong Kong, 2006, 125Min.

Página Oficial - Trailer - Fotos

Sinopse: Kyoji mata a amante, Seiko, e fica com sentimentos de culpa. Seiko era também a mulher do chefe de Kyoji, Wiwat, que ao descobrir que ela o traía, contratara Kyoji para a matar. Num cruzeiro para a Tailândia, onde Kyoji planeia se esconder, conhece a bela e misteriosa Noi. Ela cativa de imediato Kyoji, mas as suas vidas já se encontram entrelaçadas de uma maneira que ele nunca imaginará...

Crítica: Do realizador tailandês Pen-ek Ratanaruang e com fotografia do conceituado Christopher Doyle, dupla responsável pelo aclamado 'Last life In The Universe', chega-nos o amplamente aguardado Invisible Waves, mantendo as directrizes do trabalho anterior, com características intimistas, mas que procura maior projecção internacional. Em primeiro lugar, porque o filme é falado em simultâneo em inglês e nas várias línguas nativas (uma vez que a acção decorre em Hong-Kong, Macau e Tailândia) e em segundo lugar, conta com um elenco asiático internacional, casos do japonês Asano Tadanobu, do veterano de Hong-Kong Eric Tsang, e da actriz coreana Gang Hye Jung (Oldboy).

O filme segue a vida de Kyoji, que é obrigado a assassinar a mulher do seu patrão, com quem mantinha um caso de adultério. Depois embarca num cruzeiro para a Tailândia onde procura a redenção. Mas as coisas não correm como planeado e à chegada à estância turística de Phuket está sozinho e isolado. A maior parte do filme decorre dentro do barco, um local sinistro no qual o que é real e surreal se confundem. Kyoji movido pela culpa do crime que cometeu desce aos infernos durante essa viagem, encontrando algumas situações bizarras e personagens caricatas, não se adpatando ao local, assemelhando-se quase a um fantasma.

A crescente sensação de paranóia e inadequação tem um paralelo com Shining de Kubrick e o realizador Tailandês descaradamente colhe influências directas da película do mestre Kubrick, quer numa das cenas onde a palavra "REDRUM" aparece escrita no espelho, quer noutra cena chave durante a viagem de barco, onde ocorre uma conversa entre Kyoji e um barman no bar da embarcação... Encontam algum paralelo? Pena que o resultado final não se aproxime nem de perto, nem de longe da mestria do génio Stanley Kubrick.

Isto porque o filme é demasiado longo e cada cena parece ter sempre mais duração do que aquela que devia. Com um argumento minimalista, nem a fotografia de Doyle o salva, uma vez que o exagero na saturação de cinzentos e cores escuras, acaba por cansar. Embora com poucos diálogos, quando os há, não são nada conseguidos, pois a maior parte são falados em inglês e os actores ou não conseguem ter uma pronúncia correcta ou dramaticamente não aplicam o tom adequado ao sentimento a transmitir. Invisible Waves é pois um filme demasiado pretensioso. Não sendo uma má proposta, desilude ficando a meio caminho entre o arty e o comercial.

Sérgio Lopes

3 Comments:

Blogger Sara said...

Sergio, eu esperava mais do filme também...é um filme longo e acho que o diretor se perdeu um pouco.

Talvez a temática escolhida não tenha sido desenvolvida com toda a intensidade que deveria.

Mesmo a fotografia do Doyle não salvou, e por vezes, até achei que era isso que se estava tentando fazer. rs.

Um grande abraço,

Sara

1:30 da tarde  
Blogger cine-asia said...

Eu também concordo com a tua opinião: Desilude.

Bejinhos

3:28 da tarde  
Anonymous rafael said...

Concerteza, esperva muito mais do filme

Os "momentos de tensão", quase inextiram, onde poderia existir, os caminhos foram meio confusoss para chegar em algum lugar.

foi fraco, mesmo achando que os atores poderiam poderiam ser aproveitados muito mais, pois se percebem q tinha garnde potencial.

1:25 da manhã  

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