domingo, maio 18, 2008

The Forbidden Kingdom


EUA, 2008, 113 min.

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Sinopse: Jason (Michael Angarano) é um jovem americano fascinado com artes marciais chinesas, que devora em filmes e videojogos. No meio de um ataque à loja de penhores de um ancião chinês que costuma frequentar, Jason acorda misteriosamente na China antiga. Uma vez lá, trava conhecimento com um conjunto de peculiares personagens, nomeadamente um viajante embriagado (Jackie Chan), um monge solitário (Jet Li) e uma jovem em busca de vingança pela morte dos pais (Liu Yifei). Todos o vão ajudar a cumprir a missão que o levou até à China de outros tempos: devolver um misterioso bastão ao seu legítimo dono, o Rei Macaco, aprisionado sob a forma de pedra pelo maléfico senhor da guerra do reino de Jade (Collin Chou).

Crítica: Realizado por Rob Minkoff, The Forbidden Kingdom é uma obra que procura misturar ingredientes de filmes de aventuras americanos com películas de artes marciais chinesas. A ideia não será inédita. Cruzamentos entre a tradição de entretenimento dos EUA e do Oriente já se encontram em obras tão diversas como Karate Kid ou Kill Bill, para não falar dos clássicos com Bruce Lee que o protagonista do filme tanto admira como Enter the Dragon.
Minkoff, que assinou sucessos assinaláveis de cinema juvenil como The Lion King ou The Haunted Mansion, mantém algum do espírito infanto-juvenil que presidiu a essas obras. Assim, The Forbidden Kingdom não andará longe de uma deliciosa matiné de adolescência, um divertimento tão inocente como fácil de desfrutar. Não terá os almejos artísticos dos poéticos wuxias de Zhang Yimou ou de Crouching Tiger, Hidden Dragon de Ang Lee. Mas também não é particularmente violento, sendo as cenas de luta muito bem coreografadas e montadas.
No entanto, mencione-se a intenção de homenagear alguns filmes de artes marciais, mais antigos ou recentes, como Come Drink With Me (1966) ou Bride With White Hair (1993). Essa intenção começa logo, aliás, no bem conseguido genérico, feito a partir de cartazes de filmes clássicos do género. Refira-se, contudo, que apesar das referências cinéfilas, a história do filme é levemente inspirada num clássico... da literatura, Journey Into the West (bem como em várias lendas chinesas).


O grande trunfo de Forbidden Kingdom é reunir pela primeira vez no ecrã duas das maiores estrelas orientais que têm trabalhado no Ocidente: Jackie Chan e Jet Li. Chan mais divertido e Li mais contemplativo no papel do monge (conquanto excelente nas breves cenas como Rei Macaco), formam uma dupla curiosa que resulta bem em alguns momentos como a luta no templo quando se encontram pela primeira vez ou a disputa no treino de Jason. Este é dado à vida pelo jovem americano Michael Angarano (Almost Famous, Dear Wendy), que fisicamente lembra por vezes Shia LaBeouf (estrela de Transformers e do mais recente Indiana Jones), presença competente mas sem nada de particularmente distintivo em relação a tantos outros jovens actores da actualidade.

Filmado na China, em paisagens magníficas como o deserto de Gobi ou a floresta de bambu de Anji (onde também foi rodado Crouching Tiger, Hidden Dragon), The Forbidden Kingdom é, como já referi, um trabalho de entretenimento despretensioso, que cumpre, com algumas previsíveis previsibilidades (passe a repetição) os requisitos básicos de um razoável filme de aventuras. De reforçar, no entanto, a ideia de união e da possibilidade de uma genuína amizade entre Ocidente e Oriente, firmada nos laços que se estabelecem entre o protagonista e os seus companheiros orientais, em tudo contrastantes com os ocidentais que o perseguem e agridem.
The Forbidden Kingdom é uma proposta agradável para se ver em família ou amigos e embora algumas cenas resultem particularmente bem no ecrã grande, certamente não calharão mal daqui a uns tempos numa tarde em frente à televisão.

Helena F.

1 Comments:

Blogger Isabela said...

Esse eu não perco!

12:18 da manhã  

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