terça-feira, outubro 17, 2006

The Eye 10 (Gin Gwai 10)


Hong-Kong, 2005, 81Min.

Página Oficial - Trailer - Fotos


Sinopse:
4 amigos adolescentes, de Hong-Kong, vão visitar um amigo à Tailândia, Chongkwai. Chongkwai apresenta-lhes um livro intitulado Os Dez Encontros e que mostra 10 métodos diferentes de comunicar com os mortos. E o jogo começa...

Crítica: O terceiro filme da série The Eye intitula-se The Eye 10 (também conhecido por Eye: Infinity). O que começou por um decente filme de terror / suspense (The Eye) e continuou com uma repetição de clichés do original num filme mais orientado para o terror psicológico / drama (The Eye 2), termina em queda livre com um misto de comédia e Terror MTV adolescente, com The Eye 10.

O número 10 significa dez formas diferentes de comunicar com o além e é exactamente isso que os irmãos Pang apresentam na primeira metade do filme. As duas primeiras formas são-nos apresentadas como forma de relembrar as duas anteriores partes da trilogia, (transplante de Córnea - The Eye ; Gravidez - The Eye 2).

As oito restantes formas de comunicar com os mortos vão desde jogar às escondidas num bosque com um gato preto para "chamar" os espíritos, até por exemplo bater numas taças nas ruas tailandesas até que a primeira taça que quebrar, essa pessoa será assolada por um fantasma (!). Os jovens amigos querem experimentar as 10 formas de comunicar com os mortos e obviamente algo corre mal.

São oito formas que derivam da mente dos irmãos Pang baseadas não sei exactamente em quê. Mas enfim... O certo é que a primeira metade do filme é preenchida por essa sucessão de acontecimentos baseados no livro que no entanto, pouco assustam, pois muitas são ridículas e para agravar mais a situação, os efeitos especiais são muito maus e em nada ajudam. A atmosfera característica dos irmãos Pang consegue ser criada a espaços, mas não resulta tão bem. Nem os actores sabem realmente como actuar neste amaranhado algures entre comédia e terror.

Mas não se pense que com The Eye 10, os Pang pretendem assustar o espectador. Antes pelo contrário. A segunda metade do filme é quase uma paródia, quando os jovens regressam a Hong-kong e vêem-se mergulhados na situação criada por eles próprios. Há bolas de basket a assombrar os jovens, realidades paralelas, enfim, um punhado de situações bizarras que não sendo hilariantes, são minimamente engraçadas. O resultado é um produto desiquilibrado e que termina a série The Eye com pouco ou um nenhum fôlego, numa tentativa inglória de dar uma lufada de ar fresco ao franchising.

Classificação: 4/10

Sérgio Lopes

2 Comments:

Anonymous Anónimo said...

Um peido espanta os fantasmas....
O filme foi vendido de forma errada, nota 0!!!

Seu blog é maravilhoso, por favor, continue assim! :)

5:50 da tarde  
Blogger Leonardo Antonio Carmo Junior said...

como e o nome dessi filme ???

3:43 da tarde  

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